sexta-feira, 7 de abril de 2023

CBD tópico promove melhora significativa da dor em atletas de elite



 O CBD, ou canabidiol, é um dos muitos compostos encontrados na planta de cannabis. Embora a pesquisa sobre os efeitos do CBD em atletas ainda seja limitada, alguns estudos sugerem que ele pode ajudar a melhorar a performance em alguns aspectos.

Um dos efeitos mais conhecidos do CBD é sua capacidade de aliviar a dor e reduzir a inflamação. Isso pode ser particularmente útil para atletas que sofrem de dores musculares e articulares, que são comuns após treinos intensos ou competições. Ao reduzir a dor e a inflamação, o CBD pode ajudar a acelerar a recuperação e permitir que os atletas voltem aos treinos e competições mais rapidamente.

Além disso, alguns estudos sugerem que o CBD pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar o sono. Isso pode ser particularmente benéfico para atletas que enfrentam estresse e pressão antes de competições importantes. Um sono adequado é importante para a recuperação muscular e pode ajudar a melhorar a performance geral.

Um novo estudo publicado no Journal of Cannabis Research avaliou os efeitos do CBD tópico para dor crônica de lesões agudas nas extremidades inferiores em 20 ex-atletas de elite do futebol americano, atletismo ou basquete.

Os participantes tiveram carreiras de quatro a dez anos e lidam com dores crônicas há pelo menos três meses. Eles também tentaram vários outros tratamentos – desde cirurgia e anti-inflamatórios não esteróides até opioides, bem como quiropráticos e massoterapeutas, entre outros.

Segundo os autores, este é o primeiro estudo desse tipo a pesquisar o efeito do CBD entre atletas de elite.

Principais conclusões do estudo

Os participantes receberam CBD tópico (10mg) duas vezes ao dia por dispensador controlado; 

  • Ao longo de 6 semanas, a tolerabilidade, a dor e as atividades diárias dos participantes foram avaliadas por auto-relato; 
  • Dos indivíduos que completaram o estudo (70%), cerca de 50% confirmaram efeitos colaterais menores  e os outros 50% não relataram nenhum. 
  • Os efeitos colaterais mais comuns foram  pele seca  (43%) e  erupção cutânea  (cerca de 21% dos participantes que completaram o estudo); 
  • Os resultados revelaram uma melhora significativa nos níveis de dor auto-relatados  e na incapacidade relacionada à dor, incluindo tarefas familiares e domésticas, atividades de suporte à vida, atividades ocupacionais, atividades recreativas, autocuidado, função sexual e atividades sociais. 

Os pesquisadores enfatizaram que os resultados iniciais sugerem uma resposta terapêutica que pode ser aprimorada com o uso combinado de CBD e outros canabinoides.

“Dadas as descobertas promissoras relatadas neste estudo, o mecanismo pelo qual o CBD controla a dor nas articulações deve ser investigado em estudos futuros”, acrescentaram os autores.

As limitações do estudo incluem uma pequena amostra, o estado de saúde e o estresse físico anterior de atletas de elite que podem levar em consideração suas percepções de tolerabilidade, autorrelato versus medidas objetivas e nenhum monitoramento da administração de CBD.

“Os dados coletados em uma população piloto garantem um estudo mais aprofundado do CBD tópico em estudos prospectivos, randomizados e controlados em atletas de elite”, concluíram os pesquisadores.

Referências Bibliográficas:

  1. Hammell, D. C., Zhang, L. P., Ma, F., Abshire, S. M., McIlwrath, S. L., Stinchcomb, A. L., & Westlund, K. N. (2016). Transdermal cannabidiol reduces inflammation and pain-related behaviours in a rat model of arthritis. European journal of pain (London, England), 20(6), 936–948. https://doi.org/10.1002/ejp.818
  2. Huestis, M. A., & Mazzoni, I. (2019). Cannabis in sport. Sports medicine (Auckland, N.Z.), 49(Suppl 1), 73–84. https://doi.org/10.1007/s40279-019-01147-4
  3. Maida, V., & Corban, J. (2019). Topical Medical Cannabis: A New Treatment for Wound Pain-Three Cases of Pyoderma Gangrenosum. Journal of pain and symptom management, 57(2), 296–298. https://doi.org/10.1016/j.jpainsymman.2018.10.494
  4. Salgado, R. M., Gimenes, F., & Consolaro, M. E. (2018). Cannabinoids in the management of musculoskeletal or rheumatic diseases. Current rheumatology reports, 20(11), 77. https://doi.org/10.1007/s11926-018-0789-9
  5. Shannon, S., & Opila-Lehman, J. (2015). Effectiveness of Cannabidiol Oil for Pediatric Anxiety and Insomnia as Part of Posttraumatic Stress Disorder: A Case Report. The Permanente journal, 20(4), 108–111. https://doi.org/10.7812/TPP/15-150


Fonte: https://sechat.com.br/estudo-atletas-de-elite-tiveram-melhora-significativa-nos-niveis-de-dor-com-cbd-topico/

quinta-feira, 6 de abril de 2023

Como a Cannabis pode ajudar no tratamento da ansiedade



 A cannabis medicinal é uma opção de tratamento para várias condições médicas, incluindo a ansiedade. A ansiedade é um distúrbio psicológico comum que pode afetar negativamente a qualidade de vida do paciente. Várias pesquisas sugerem que a cannabis medicinal pode ajudar no tratamento da ansiedade.

A cannabis contém compostos chamados canabinoides, que interagem com o sistema endocanabinoide (SEC) do corpo. O SEC desempenha um papel fundamental no controle da ansiedade e do estresse. O principal canabinoide da cannabis, o delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC), é conhecido por produzir efeitos psicoativos que podem ajudar no controle da ansiedade. Além disso, outro canabinoide, o canabidiol (CBD), é conhecido por ter propriedades ansiolíticas e pode ajudar a reduzir a ansiedade.

Um estudo de revisão sistemática publicado em 2015 analisou a eficácia da cannabis medicinal no tratamento da ansiedade e descobriu que a cannabis pode ser útil no tratamento de transtornos de ansiedade, como transtorno de ansiedade generalizada (TAG), transtorno do pânico (TP) e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). No entanto, os autores observaram que são necessários mais estudos para determinar a eficácia e segurança da cannabis para essas condições.

Outro estudo de revisão sistemática publicado em 2020 analisou os efeitos do CBD no tratamento da ansiedade e concluiu que o CBD pode ser uma opção de tratamento eficaz e segura para transtornos de ansiedade. O estudo também observou que o CBD pode ser benéfico para outras condições, como a insônia, que muitas vezes ocorre em conjunto com a ansiedade.

No entanto, é importante ressaltar que a cannabis medicinal não é adequada para todos os pacientes com ansiedade. Alguns pacientes podem experimentar efeitos colaterais, como aumento da ansiedade e paranoia, após o uso da cannabis. Além disso, a cannabis pode interagir com outros medicamentos que o paciente esteja tomando.

Em conclusão, a cannabis medicinal pode ser uma opção de tratamento para pacientes com transtornos de ansiedade, especialmente aqueles que não respondem a outras opções de tratamento. No entanto, é necessário mais pesquisa para determinar a eficácia e segurança da cannabis no tratamento da ansiedade.

Referências:

  • Blessing, E. M., Steenkamp, M. M., Manzanares, J., & Marmar, C. R. (2015). Cannabidiol as a Potential Treatment for Anxiety Disorders. Neurotherapeutics, 12(4), 825–836. https://doi.org/10.1007/s13311-015-0387-1
  • Kucerova, J., & Taborsky, L. (2020). The therapeutic potential of cannabinoids in the treatment of anxiety disorders. Journal of Applied Biomedicine, 18(3), 127–142. https://doi.org/10.32725/jab.2020.015

quarta-feira, 29 de março de 2023

Os canabinóides no tratamento do TDAH. Uma nova esperança.


 O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um distúrbio neurológico comum em crianças e adultos. O TDAH é caracterizado por sintomas como falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. O tratamento convencional do TDAH inclui medicamentos estimulantes, como o metilfenidato e a anfetamina, que aumentam a liberação de dopamina e noradrenalina, neurotransmissores importantes no controle da atenção e do comportamento. No entanto, esses medicamentos podem ter efeitos colaterais e nem sempre são eficazes para todos os pacientes.

Nos últimos anos, o uso da cannabis tem sido considerado como uma alternativa potencial para o tratamento do TDAH. A cannabis contém compostos químicos chamados canabinoides, como o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), que têm propriedades medicinais. Alguns estudos têm sugerido que a cannabis pode ajudar a aliviar os sintomas do TDAH, melhorando a atenção, reduzindo a hiperatividade e controlando a impulsividade.

Um estudo de 2017 publicado no European Neuropsychopharmacology relatou que o THC pode melhorar a atenção e reduzir a hiperatividade em ratos com sintomas semelhantes ao TDAH. Outro estudo de 2018 publicado na European Child & Adolescent Psychiatry observou que pacientes com TDAH que usaram cannabis relataram redução dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Além disso, o estudo relatou que o uso da cannabis foi bem tolerado pelos pacientes.

No entanto, é importante notar que a cannabis pode ter efeitos colaterais e seu efeito pode causar dependência em alguns casos. O THC, em particular, pode causar efeitos psicoativos, como alucinações e paranoia. Portanto, é necessário avaliar cuidadosamente os riscos e benefícios do uso da cannabis para o tratamento do TDAH.

Em conclusão, há evidências preliminares que sugerem que a cannabis pode ser uma opção de tratamento promissora para o TDAH. No entanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar a eficácia e segurança da cannabis no tratamento do TDAH. Além disso, é importante lembrar que o uso da cannabis para fins medicinais deve ser prescrito e monitorado por um profissional de saúde qualificado.

Referências:

Cooper, R. E., Williams, E., Seegobin, S., Tye, C., Kuntsi, J., & Asherson, P. (2017). Cannabinoids in attention-deficit/hyperactivity disorder: A randomised-controlled trial. European Neuropsychopharmacology, 27(8), 795-808.

Loflin, M., Earleywine, M., De Leo, J., & Hobkirk, A. (2018). Subtypes of attention deficit-hyperactivity disorder (ADHD) and cannabis use. European Child & Adolescent Psychiatry, 27(6), 719-728.

sexta-feira, 24 de março de 2023

"Cannabis medicinal como opção terapêutica para epilepsia refratária e a importância do Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia"



 A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes, que afeta cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo (Fiest et al., 2018). Apesar dos avanços no tratamento farmacológico, cerca de um terço dos pacientes com epilepsia continua a apresentar crises refratárias aos medicamentos convencionais (Kwan e Brodie, 2000). Nesse contexto, a cannabis medicinal tem sido estudada como uma opção terapêutica alternativa para o tratamento da epilepsia refratária.

A cannabis medicinal é composta por diversos canabinoides, sendo o delta-9-tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD) os mais estudados. O THC é responsável pelos efeitos psicoativos da planta, enquanto o CBD não apresenta esses efeitos e tem sido investigado pelo seu potencial terapêutico em várias doenças, incluindo a epilepsia (Gaston e Friedman, 2017).

Diversos estudos clínicos têm avaliado a eficácia e a segurança do CBD no tratamento de epilepsias refratárias, como a síndrome de Dravet e a síndrome de Lennox-Gastaut (Devinsky et al., 2017; Thiele et al., 2018). Esses estudos têm mostrado que o CBD pode reduzir significativamente o número de crises epilépticas em pacientes refratários aos medicamentos convencionais, com um perfil de segurança favorável.

No entanto, é importante ressaltar que a cannabis medicinal ainda é uma terapia experimental para o tratamento da epilepsia e que a evidência científica ainda é limitada. Além disso, é necessário realizar mais estudos para entender melhor a eficácia e a segurança da cannabis medicinal em diferentes tipos de epilepsia e em diferentes populações (Szaflarski e Bebin, 2014).

No dia 26 de março, é comemorado o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia, uma iniciativa da Liga Internacional contra a Epilepsia (ILAE) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) para aumentar a conscientização sobre a epilepsia e combater o estigma associado à doença. É uma oportunidade para promover a educação sobre a epilepsia e informar a população sobre as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento da doença, incluindo a cannabis medicinal.

Em resumo, a cannabis medicinal tem se mostrado uma opção terapêutica promissora para o tratamento de epilepsias refratárias, como a síndrome de Dravet e a síndrome de Lennox-Gastaut. No entanto, mais pesquisas são necessárias para entender melhor a eficácia e a segurança da cannabis medicinal em diferentes tipos de epilepsia e em diferentes populações. O Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia é uma oportunidade para promover a educação sobre a epilepsia e informar a população sobre as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento da doença, incluindo a cannabis medicinal.

Referências:

  • Devinsky, O., Cross, J. H., Laux, L., Marsh, E., Miller, I., Nabbout, R., … Wright, S. (2017). Trial of Cannabidiol for Drug-Resistant Seizures in the Dravet Syndrome. The New England Journal of Medicine, 376(21), 2011–2020. doi: 10.1056/nejmoa1611618
  • Fiest, K. M., Sauro, K. M., Wiebe, S., Patten, S. B., Kwon, C.-S., Dykeman, J., … Jetté, N. (2018). Prevalence and incidence of epilepsy: A systematic review and meta-analysis of international studies. Neurology, 91(3), e222–e231. doi:

    • Gaston, T. E., & Friedman, D. (2017). Pharmacology of cannabinoids in the treatment of epilepsy. Epilepsy & Behavior, 70, 313–318. doi: 10.1016/j.yebeh.2016.11.016
    • Kwan, P., & Brodie, M. J. (2000). Early identification of refractory epilepsy. The New England Journal of Medicine, 342(5), 314–319. doi: 10.1056/nejm200002033420503
    • Szaflarski, J. P., & Bebin, E. M. (2014). Cannabis, cannabidiol, and epilepsy—From receptors to clinical response. Epilepsy & Behavior, 41, 277–282. doi: 10.1016/j.yebeh.2014.09.023

    • Thiele, E. A., Marsh, E. D., French, J. A., Mazurkiewicz-Beldzinska, M., Benbadis, S. R., Joshi, C., … Patel, A. (2018). Cannabidiol in patients with seizures associated with Lennox-Gastaut syndrome (GWPCARE4): A randomised, double-blind, placebo-controlled phase 3 trial. The Lancet, 391(10125), 1085–1096. doi: 10.1016/s0140-6736(18)30136-3

quinta-feira, 23 de março de 2023

O promissor uso da cannabis para tratar zumbidos no ouvido

 


Introdução

O zumbido é a percepção do som na ausência de um estímulo acústico. A maioria do zumbido é subjetivo e os sons percebidos podem se manifestar como toque, zumbido, zumbido, zumbido, estático e assobio [ 1 ]. O zumbido é uma das condições neuro-otológicas mais comuns e angustiantes, afetando vários aspectos da vida, como sono, concentração e humor [ 2 ]. O zumbido pode afetar negativamente a qualidade de vida e os sintomas persistentes podem ser debilitantes e causar sofrimento psicológico considerável [ 3 , 4 , 5 ].

Quase 50% de todos os pacientes com distúrbios neuro-otológicos apresentam sintomas psiquiátricos, como ansiedade e depressão [ 6 , 7 , 8 , 9 , 10 , 11 ]. Além disso, a sobreposição entre condições neuro-otológicas e psiquiátricas foi descrita, sugerindo possibilidades de tratamento compartilhado [ 12 ]. O manejo do zumbido pode ser desafiador, com a base do tratamento consistindo em estratégias de mascaramento, amplificação auditiva, antiansiolíticos e terapia cognitivo-comportamental [ 13 , 14]. No entanto, apesar desses tratamentos, os pacientes geralmente apresentam sintomas persistentes e, de forma mais impactante, uma qualidade de vida prejudicada [ 15 , 16 , 17 , 18 ].

A cannabis é uma das drogas mais comumente usadas na América do Norte, com quase metade dos canadenses com 15 anos ou mais que relataram usá-la [ 19 ]. Os canabinóides podem modular a hiperexcitabilidade, estão envolvidos na proteção de danos auditivos, processamento neural no sistema auditivo e em circuitos não auditivos associados ao zumbido [ 20 ]. Tem sido usado no tratamento de dor neuropática, ansiedade, depressão, dores de cabeça e convulsões, todos os quais têm semelhanças ou associações com o zumbido [ 21 , 22 , 23 ]. Com a sua legalização em várias nações, tem sido considerado como um potencial tratamento para o zumbido, com vários portadores de zumbido voltando-se para ele como um possível remédio [ 20]. Existem pesquisas limitadas sobre o uso de cannabis como agente terapêutico entre a população de pacientes com zumbido.

O objetivo deste estudo foi pesquisar pacientes com zumbido sobre suas perspectivas e padrões de uso de cannabis. Os resultados deste estudo contribuirão para a compreensão do uso atual de cannabis na população com zumbido e podem ajudar os pesquisadores a entender como focar futuras pesquisas sobre zumbido e cannabis.


Conclusão

O uso de cannabis é comum entre pacientes com zumbido e a maioria dos participantes consideraria a cannabis como uma opção de tratamento para controlar seus sintomas. Quase todos os pacientes estavam interessados ​​em aprender mais sobre a cannabis, se comprovado que ajuda nos sintomas do zumbido, mas os médicos devem estar cientes de que a maioria dos pacientes recebe suas informações sobre a cannabis de fontes não médicas. Esses dados podem estabelecer as bases para futuras pesquisas e ensaios clínicos sobre o uso de cannabis para aliviar o zumbido. Os otorrinolaringologistas podem desenvolver uma compreensão das atitudes e padrões de uso do paciente para orientar o aconselhamento do paciente sobre o uso de cannabis para sintomas associados ao zumbido.


Parte do texto retirado e traduzido de: 

https://journalotohns.biomedcentral.com/articles/10.1186/s40463-022-00603-8#author-information

CBG (Canabigerol): mecanismos de ação, potenciais aplicações terapêuticas e o que a ciência já sabe

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