O canabigerol, ou CBG, é um fitocanabinoide não intoxicante que vem despertando crescente interesse científico. Estudos experimentais apontam propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, neuroprotetoras, antimicrobianas e metabólicas. Mas quanto dessas evidências já pode ser traduzido para a prática clínica?
O universo dos canabinoides vai muito além do THC e do CBD. Entre os chamados "canabinoides menores", o canabigerol (CBG) vem ganhando destaque por apresentar um perfil farmacológico particular e por atuar sobre diferentes sistemas de sinalização do organismo.
Embora a pesquisa sobre CBG ainda esteja em estágio relativamente inicial, os resultados disponíveis sugerem que essa molécula pode ter aplicações futuras em áreas como dor, inflamação, doenças intestinais, alterações metabólicas, neuroproteção e sintomas relacionados ao estresse.
Ao mesmo tempo, é fundamental estabelecer uma distinção: potencial terapêutico não significa eficácia clínica comprovada. Grande parte dos estudos sobre CBG ainda é realizada em células ou modelos animais, e os ensaios clínicos em seres humanos continuam limitados.
O que é o CBG?
O canabigerol (CBG) é um fitocanabinoide encontrado na planta Cannabis sativa L.. Diferentemente do Δ9-THC, o principal componente responsável pelos efeitos intoxicantes da cannabis, o CBG é considerado não intoxicante nas condições estudadas.
Uma característica particularmente interessante está em sua origem biossintética.
Na planta, o CBGA (ácido canabigerólico) funciona como um precursor de diversos outros canabinoides. A partir dessa molécula, diferentes vias enzimáticas levam à formação dos precursores de THC, CBD e CBC. Posteriormente, processos de descarboxilação dão origem às formas neutras desses canabinoides.
Por esse motivo, o CBGA é frequentemente chamado na literatura científica de "mother of all cannabinoids", ou "mãe de todos os canabinoides".
O CBG propriamente dito foi isolado da Cannabis em 1964, por Yehiel Gaoni e Raphael Mechoulam, os mesmos pesquisadores que tiveram papel fundamental na história da investigação dos canabinoides.
CBG provoca "barato"?
Essa é uma das primeiras dúvidas de quem conhece o CBG.
O CBG não apresenta o perfil intoxicante característico do THC.
O mecanismo está relacionado, entre outros fatores, à sua interação muito diferente com o receptor CB1, abundante no sistema nervoso central e associado aos efeitos psicoativos do THC.
Os dados farmacológicos mais recentes descrevem o CBG como um modulador de múltiplos alvos, apresentando atividade fraca sobre CB1 e parcial sobre CB2, além de interação com canais TRP, receptores adrenérgicos, serotoninérgicos e PPARγ.
Isso não significa, entretanto, que todos os produtos comercializados como "CBG" sejam equivalentes. A composição do produto, a concentração de CBG, a presença de CBD, THC, terpenos e outros componentes podem modificar tanto os efeitos quanto a segurança.
Como o CBG atua no organismo?
O interesse científico pelo CBG decorre justamente de sua farmacologia multimodal.
Em vez de atuar exclusivamente sobre os receptores canabinoides clássicos, o CBG parece interagir com diferentes sistemas envolvidos na dor, inflamação, neurotransmissão, metabolismo e homeostase celular.
1. Sistema endocanabinoide
O sistema endocanabinoide é uma rede fisiológica envolvida na regulação de diversas funções, incluindo:
- dor;
- inflamação;
- humor;
- memória;
- apetite;
- sono;
- metabolismo energético.
Entre seus principais componentes estão os receptores CB1 e CB2, os endocanabinoides, como anandamida (AEA) e 2-AG, e enzimas responsáveis por sua síntese e degradação.
O CBG apresenta interação relativamente complexa com esse sistema. Estudos descritos na revisão de 2024 apontam atividade parcial em CB2 e ativação direta mínima de CB1, além de possíveis efeitos indiretos sobre a sinalização da anandamida.
2. Canais TRP
Outro aspecto importante é sua interação com os chamados Transient Receptor Potential (TRP).
Esses canais participam da percepção de dor, temperatura e estímulos químicos, além de processos relacionados à inflamação.
Estudos farmacológicos indicam que o CBG pode atuar como agonista de TRPA1 e apresentar atividade sobre TRPV1, TRPV2, TRPV3 e TRPV4, enquanto antagoniza TRPM8.
Essa multiplicidade de alvos pode ajudar a explicar por que o CBG vem sendo estudado em condições relacionadas à dor e à inflamação.
3. FAAH e anandamida
O CBG também pode interferir na atividade da FAAH (fatty acid amide hydrolase), enzima responsável pela degradação da anandamida.
Ao reduzir a atividade dessa enzima, teoricamente pode ocorrer aumento da disponibilidade de anandamida e consequente modulação de processos fisiológicos mediados por esse endocanabinoide.
Entretanto, a revisão de 2024 destaca que o CBG é menos potente que o CBD na inibição da FAAH.
4. Receptores α2-adrenérgicos e 5-HT1A
O CBG também apresenta atividade sobre outros sistemas de neurotransmissão.
Estudos farmacológicos identificaram atividade sobre o receptor α2-adrenérgico, além de interação com o receptor serotoninérgico 5-HT1A.
Essas interações são particularmente interessantes para pesquisadores que investigam possíveis efeitos sobre estresse, ansiedade, dor e função neurológica.
Quais são as possíveis aplicações terapêuticas do CBG?
A literatura científica atual aponta diversas áreas de investigação. É importante, porém, classificar as evidências de acordo com seu nível de maturidade.
CBG e ansiedade e estresse
Entre as aplicações que recentemente começaram a receber evidências clínicas está a investigação do CBG sobre ansiedade e estresse.
Um estudo publicado em 2024 no periódico Scientific Reports avaliou 34 adultos saudáveis, em um ensaio duplo-cego, randomizado, controlado por placebo e com desenho crossover.
Os participantes receberam 20 mg de CBG derivado de cânhamo ou placebo.
Em comparação ao placebo, o CBG esteve associado a redução das avaliações subjetivas de ansiedade e estresse. O estudo também não encontrou evidências de intoxicação, comprometimento motor ou prejuízo cognitivo nas condições avaliadas.
Os próprios autores, contudo, destacam que são necessários novos estudos para confirmar os resultados e avaliar sua relevância em pessoas com transtornos de ansiedade diagnosticados.
Portanto:
Existe sinal clínico inicial para ansiedade e estresse, mas ainda não há evidência suficiente para considerar o CBG um tratamento estabelecido para transtornos de ansiedade.
CBG e dor
A dor é outra área de grande interesse.
O CBG interage com diferentes alvos associados à nocicepção, incluindo canais TRP e receptores relacionados à modulação da dor. Estudos pré-clínicos também demonstraram redução de hipersensibilidade mecânica em modelos de neuropatia periférica induzida por quimioterapia.
Esses resultados sugerem potencial para investigação em:
- dor neuropática;
- dor inflamatória;
- hipersensibilidade periférica;
- condições dolorosas associadas à inflamação.
Entretanto, ainda não é possível extrapolar automaticamente os resultados animais para pacientes humanos.
Um pequeno estudo clínico envolvendo uma formulação combinada de CBD, CBG, β-cariofileno, aminoácidos de cadeia ramificada e magnésio encontrou sinais de melhora da dor muscular tardia relacionada ao exercício. Porém, como vários ingredientes estavam presentes na formulação, não é possível atribuir o efeito exclusivamente ao CBG.
Essa é uma questão importante para a prática baseada em evidências: estudar uma combinação de canabinoides não equivale a demonstrar eficácia do CBG isoladamente.
CBG e doenças inflamatórias
A ação anti-inflamatória está entre os resultados pré-clínicos mais consistentes.
Em modelos experimentais de colite, o CBG reduziu a produção de óxido nítrico, espécies reativas de oxigênio e determinados marcadores inflamatórios. Os efeitos foram associados especialmente à sinalização por CB2 e à modulação de citocinas e da expressão de iNOS.
Esses resultados são particularmente relevantes porque doenças inflamatórias intestinais, como:
- doença de Crohn;
- retocolite ulcerativa;
envolvem complexas interações entre imunidade, barreira intestinal, microbiota e inflamação.
Ainda assim, é fundamental reforçar:
os resultados em modelos animais de colite não significam que o CBG já seja um tratamento comprovado para doença inflamatória intestinal em seres humanos.
A própria revisão científica recomenda estudos clínicos adicionais antes de qualquer conclusão terapêutica.
CBG e neuroproteção
Outra área promissora é a neuroproteção.
A neuroinflamação e o estresse oxidativo estão envolvidos na fisiopatologia de diversas doenças neurodegenerativas. Por isso, moléculas capazes de modular esses processos despertam interesse farmacológico.
Estudos pré-clínicos investigaram o CBG em modelos de doenças como Huntington, esclerose múltipla e alterações associadas ao estresse oxidativo.
Em modelos animais de doença de Huntington, por exemplo, o tratamento com CBG melhorou parâmetros motores e modificou parcialmente a expressão de genes relacionados à doença.
Também foram observados efeitos sobre marcadores relacionados à neuroinflamação e ao estresse oxidativo.
Esses resultados são cientificamente relevantes, mas ainda representam principalmente uma hipótese terapêutica em investigação.
CBG e metabolismo
O CBG também vem sendo estudado em relação ao metabolismo energético e à síndrome metabólica.
A literatura descreve interações do CBG com receptores PPAR, especialmente PPARγ, além de possíveis efeitos sobre adipogênese, sensibilidade à insulina e tecido adiposo marrom.
Alguns estudos experimentais sugerem que derivados do CBG podem interferir no ganho de peso associado a dietas ricas em gordura e em marcadores metabólicos.
Também existem dados experimentais indicando inibição da enzima aldose redutase por extratos ricos em CBG/CBGA.
Entretanto, essas descobertas ainda não permitem recomendar CBG como tratamento para diabetes, obesidade ou síndrome metabólica.
A área é promissora, mas permanece predominantemente pré-clínica.
CBG e câncer
Talvez uma das áreas mais interessantes — e também uma das que mais exigem cautela na comunicação — seja a oncologia.
Estudos in vitro e em modelos animais demonstraram que o CBG pode interferir na proliferação de determinadas linhagens tumorais e apresentar efeitos citotóxicos.
A literatura também descreve resultados relacionados a câncer de mama, glioblastoma e próstata.
A revisão de 2024, entretanto, enfatiza que ainda são necessários estudos in vivo e pesquisas específicas sobre a interação entre CBG e medicamentos quimioterápicos.
Portanto, não há base científica para apresentar CBG como tratamento ou cura do câncer.
Os resultados existentes devem ser entendidos como uma justificativa para novas pesquisas farmacológicas e clínicas.
CBG e ação antimicrobiana
O CBG também demonstrou atividade antimicrobiana em estudos laboratoriais.
Pesquisas anteriores identificaram atividade de diferentes canabinoides contra cepas resistentes de Staphylococcus aureus, incluindo cepas de MRSA. Entre os compostos avaliados, CBG e CBD apresentaram atividade relevante.
Outros estudos também investigaram a ação do CBG contra Streptococcus mutans, microrganismo associado à cárie dentária.
Esses resultados levantam a possibilidade de desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos, mas atividade antimicrobiana in vitro não equivale a eficácia clínica como antibiótico.
CBG e sono
O interesse pelo CBG também chegou à área do sono.
Um ensaio randomizado, triplo-cego e controlado por placebo publicado em 2025 avaliou CBG oral em veteranos com problemas relacionados ao sono. Os participantes receberam 25 mg/dia por duas semanas, seguidos de 50 mg/dia por mais duas semanas.
O estudo encontrou melhora nos parâmetros de sono dentro do período de acompanhamento, porém não houve diferença estatisticamente significativa entre CBG e placebo no desfecho principal. Os autores consideraram o CBG bem tolerado, mas concluíram que não era possível estabelecer eficácia para melhora do sono com os dados disponíveis.
Esse resultado é um bom exemplo de como interpretar a ciência do CBG: resultados preliminares podem ser interessantes sem necessariamente confirmar eficácia terapêutica.
O CBG é seguro?
Até o momento, os dados clínicos disponíveis sugerem tolerabilidade razoável em doses estudadas, mas ainda não existe conhecimento suficiente sobre o uso prolongado.
No estudo de ansiedade e estresse com 20 mg de CBG, não foram observados sinais de intoxicação ou comprometimento motor e cognitivo.
Em pesquisas observacionais com usuários de produtos predominantes em CBG, foram relatados efeitos como:
- boca seca;
- olhos secos;
- sonolência;
- aumento do apetite.
Entretanto, esse tipo de estudo apresenta limitações importantes, pois depende do relato dos participantes e envolve produtos com diferentes concentrações e composições.
Um estudo clínico envolvendo uma formulação combinada de CBD/CBG para recuperação muscular também apresentou poucos eventos adversos, mas novamente não permite determinar a segurança do CBG isoladamente ou em uso crônico.
Além disso, estudos experimentais de toxicologia levantam questões que justificam investigação adicional sobre possíveis efeitos hepáticos de canabinoides, incluindo o CBG.
Por isso, "não intoxicante" não deve ser interpretado como sinônimo de "completamente isento de riscos".
CBG pode interagir com medicamentos?
Essa é uma questão particularmente importante para médicos.
O CBG é metabolizado por enzimas do sistema enzimático hepático e estudos experimentais demonstram a formação de metabólitos oxidativos por enzimas humanas do citocromo P450.
Além disso, o CBG atua sobre múltiplos sistemas farmacológicos.
Consequentemente, a possibilidade de interações farmacocinéticas ou farmacodinâmicas deve ser considerada, principalmente em pacientes que utilizam múltiplos medicamentos.
Na prática clínica, é prudente avaliar:
- medicamentos de uso contínuo;
- função hepática;
- outras preparações de cannabis;
- uso concomitante de CBD ou THC;
- idade;
- comorbidades;
- histórico de eventos adversos com canabinoides.
Ainda faltam estudos clínicos suficientes para estabelecer uma tabela completa e confiável de interações específicas do CBG.
CBG, CBD e THC: qual é a diferença?
Embora pertençam à mesma família de fitocanabinoides, suas propriedades não são iguais.
| Característica | CBG | CBD | THC |
|---|---|---|---|
| Intoxicação típica | Não | Não | Sim |
| Receptor CB1 | Atividade fraca | Modulação indireta | Agonista |
| Receptor CB2 | Agonista parcial | Modulação | Agonista parcial |
| Pesquisa clínica | Inicial | Mais avançada | Mais estabelecida em algumas indicações |
| Evidência para ansiedade | Inicial | Mais estudada | Complexa |
| Evidência anti-inflamatória | Predominantemente pré-clínica | Mais ampla | Também estudada |
| Papel como precursor na planta | Sim | Derivado de CBGA | Derivado de CBGA |
O ponto mais importante é que não se deve presumir que os efeitos do CBD sejam automaticamente reproduzidos pelo CBG.
Cada canabinoide possui perfil farmacológico próprio.
CBG na prática médica: o que já podemos afirmar?
Para profissionais de saúde, talvez a forma mais útil de interpretar a literatura atual seja separar as evidências em três níveis.
Evidência clínica inicial
Ansiedade e estresse: um pequeno ensaio clínico demonstrou redução aguda de ansiedade e estresse após 20 mg de CBG em adultos saudáveis que já utilizavam cannabis.
Sono: um ensaio de 2025 encontrou boa tolerabilidade, mas não demonstrou diferença estatisticamente significativa em relação ao placebo para o desfecho principal de qualidade do sono.
Recuperação muscular: uma formulação combinada contendo CBD + CBG apresentou resultados preliminares positivos, mas o desenho não permite atribuir o efeito exclusivamente ao CBG.
Evidência pré-clínica promissora
Há resultados experimentais para:
- inflamação;
- doença inflamatória intestinal;
- dor neuropática;
- neuroproteção;
- estresse oxidativo;
- síndrome metabólica;
- atividade antimicrobiana;
- doenças dermatológicas;
- oncologia.
A revisão de 2024 sintetiza esse potencial e destaca especificamente os mecanismos relacionados a CB1, CB2, canais TRP, α2-adrenoceptor, PPARγ e FAAH.
O que ainda não está comprovado
Ainda não existem evidências clínicas robustas que permitam afirmar que o CBG seja tratamento estabelecido para:
- câncer;
- doença de Alzheimer;
- doença de Parkinson;
- doença de Huntington;
- esclerose múltipla;
- doença de Crohn;
- retocolite ulcerativa;
- diabetes;
- obesidade;
- hipertensão;
- depressão;
- dor crônica em geral.
Nessas áreas, o CBG deve ser considerado objeto de pesquisa, e não substituto de terapias comprovadas.
O que isso significa para o paciente?
Para o público leigo, talvez a principal mensagem seja simples:
O CBG é uma molécula promissora, mas a ciência ainda está descobrindo exatamente onde ela pode ser útil.
Existem resultados interessantes em laboratório e alguns sinais iniciais em seres humanos. Entretanto, ainda são necessários estudos maiores, mais longos e bem controlados para estabelecer:
- quais condições respondem melhor;
- qual dose é adequada;
- qual formulação apresenta melhor absorção;
- qual é a duração ideal do tratamento;
- quais pacientes podem se beneficiar;
- quais são os riscos do uso prolongado;
- quais medicamentos podem interagir com o CBG.
Por isso, o uso de produtos contendo CBG deve ser individualizado e acompanhado por profissional habilitado, especialmente em pessoas que utilizam medicamentos contínuos.
CBG: uma molécula promissora, mas ainda em construção
O canabigerol representa uma das áreas mais interessantes da pesquisa contemporânea em fitocanabinoides.
Seu perfil farmacológico é particularmente complexo: além de interagir com o sistema endocanabinoide, o CBG atua sobre canais TRP, receptores α2-adrenérgicos, receptores serotoninérgicos, PPARγ e vias relacionadas ao metabolismo da anandamida.
Essa farmacologia multimodal ajuda a explicar a diversidade de efeitos observados nos estudos experimentais.
A ciência já encontrou sinais interessantes relacionados à inflamação, dor, neuroproteção, metabolismo, atividade antimicrobiana e ansiedade. Mas o número de estudos clínicos ainda é pequeno quando comparado ao volume de pesquisas pré-clínicas.
O ensaio clínico de 2024 sobre ansiedade e estresse representa um passo importante porque demonstrou, em humanos, um efeito agudo mensurável após 20 mg de CBG.
Ao mesmo tempo, estudos mais recentes mostram que resultados positivos não são universais — como ocorreu no ensaio de sono de 2025, no qual não foi demonstrada superioridade estatística sobre placebo.
Esse é provavelmente o melhor momento para estudar o CBG: há sinais suficientes para justificar investigação, mas ainda não há evidências suficientes para encerrar a investigação.
Para o médico, isso significa olhar para o CBG com interesse, mas também com rigor científico.
Para o paciente, significa evitar promessas exageradas e buscar produtos de qualidade e acompanhamento profissional.
E para a ciência, significa que o CBG pode representar não apenas mais um canabinoide, mas uma nova oportunidade de compreender como diferentes vias de sinalização podem ser moduladas simultaneamente em busca de novas estratégias terapêuticas.
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Nota editorial: Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional. As evidências disponíveis para CBG ainda são insuficientes para extrapolar resultados experimentais para indicações clínicas amplas. A decisão sobre utilização de produtos contendo canabinoides deve considerar o quadro individual do paciente, medicamentos concomitantes, qualidade e composição do produto, legislação vigente e avaliação de profissional habilitado.




